| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | |
| 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 |
| 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 |
| 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 |
| 28 | 29 | 30 |
Vinte séculos de revolução
e inda há fome do pão que é a poesia.
Quando tento saciá-la, tento em vão:
é meu ritmo perene, noite e dia.
Cristo, quero escutar Teu coração:
pendo a cabeça e escuto-o. Essa agonia
de fazer o poema, essa paixão,
na Última Ceia começou. Seria,
um de nós... um de nós era suspeito
um de nós entre os doze Te trairia.
E sob o peso dessa suspeição,
repousei a cabeça no Teu peito.
E esse ritmo de vida que eu ouvia
era o ritmo de fome deste pão.
(De , Livro de Sonetos, Nova Aguilar, p. 480)
criado por Eduardo Gama
13:14:45