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Hoje, 31 de maio, o jornal Estado de São Paulo concedeu quase uma página para noticiar que uma ONG financiada pela Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF). Como é sabido, de planejamento familiar tem muito pouco: seu objetivo é disseminar o aborto em países como o Brasil.
Até aí o jornal concedeu uma ótima oportunidade aos leitores de serem informados sobre o que está acontecendo. Entretanto, o gráfico ao lado, com o título Drama Mundial, revela uma grave desinformação. O jornal, sem checar, apenas escrevendo que os dados forma apresentadas pela tal Federação, diz que "300 mortes por ano no Brasil são provocadas em conseqüência do aborto", o que não corresponde à verdade. Além disso, dá como certo e verdadeiro todos os outros dados apresentados pela IPPF. Como sabemos, a maior interessada em liberar o aborto em países em desenvolvimento.
O que se sabe, segundo estudo publicado em 2006 pelo Dr. Rui Laurenti e financiado pelo Ministério da Saúde, aponta que a porcentagem de mortes em decorrência de aborto é de 11,4%, contando os espontâneos. Em artigo publicado pelo site Zenit, o jurista Paulo Silveira Martins Leão Júnior e os médicos Herbert Praxedes e Dernival da Silva Brandão, chegaram à conclusão que, segundo o DATASUS, a média de mortes decorrentes de abortos não espontâneos entre 1996 e 2003 é de 83 anualmente.
Inflar números é uma estratégia dessas organizações. os jornais caem cm uma facilidade...
O livro pode ser comprado nas melhores livrarias e no site da editora www.ramonllull.net
Prefácio do livro Fé, verdade e Tolerância, do então Cardeal Ratzinger.
Num mundo cada vez menor, a questão do encontro entre as religiões e as culturas se tornou um tema urgente que não interessa somente à teologia. A questão da compatibilidade das culturas e da liberdade das religiões elevou-se à categoria de tema político de primeira ordem. Mas essa é, antes de tudo, uma questão das próprias religiões, de como se situam umas em relação às outras e podem contribuir para a “educação do gênero humano” na paz. A fé cristã é especialmente afetada por essa
problemática, pois ela, por sua origem e por sua essência, manifestou a pretensão de conhecer e anunciar o Deus verdadeiro, o único salvador de todos os homens: “Não há salvação em nenhum outro Nome, porque aos homens não nos foi dado sob o céu nenhum outro nome pelo qual
devêssemos ser salvos”, disse Pedro aos chefes e anciãos do povo de Israel (At 4,12).
Mas tal exigência, de uma pretensão absoluta, é hoje defensável?
Como se situa essa exigência para com a busca da liberdade das religiões e culturas? Quando a Congregação para a Doutrina da Fé, no ano 2000, publicou a declaração Dominus Iesus “Sobre a Singularidade e Universalidade Salvífica de Jesus Cristo e da Igreja”, houve uma gritaria de
indignação da sociedade moderna ocidental e também das grandes culturas não cristãs. Tratar-se-ia de um documento da intolerância e de uma arrogância religiosa que não mais deveria ter lugar no mundo moderno.
O cristão católico poderia apenas, com toda humildade, fazer a pergunta que Martin Buber certa vez formulara a um ateu: Mas e se isso for verdade? Assim, a verdadeira problemática por trás de todas as questões individuais está na questão da verdade. Pode a verdade ser conhecida? Ou a questão da verdade, no que se refere à religião e à fé, é simplesmente improcedente? Mas, então, o que significa a fé e o que significa positivamente a religião, se não se devem relacionar com a verdade?
Assim, gradualmente, foram-se formando as várias camadas da polêmica, nas quais estive envolvido na última década em diversas oportunidades.
Em primeiro lugar, é necessário procurar entender o que é a cultura e como as culturas se relacionam. Da mesma maneira, é preciso considerar o fenômeno das religiões como tal, não partindo, portanto, das “religiões” como uma massa uniforme. É necessário pesquisá-las no
seu movimento histórico, nos seus tipos e nas suas estruturas essenciais tanto como em seu possível inter-relacionamento, ou no seu ameaçador enfrentamento, para, em primeiro lugar, compreender, antes de tentar formular julgamentos. Finalmente, está em debate a questão fundamental acerca do homem: o que é o homem e como pode tornar-se ele mesmo ou perder-se a si mesmo. E, além disso, é imprescindível a discussão se o homem foi criado para a verdade e de que maneira ele pode, ou mesmo precisa, formular a questão da verdade.
Isso tudo constitui um grande programa, para o qual um pequeno livro, surgido de acasos, só pode dar uma muito modesta contribuição. Quando verifiquei minhas conferências proferidas no último decênio sobre esse tema, pareceu-me que, a partir de diversos pontos de vista, elas formavam como que um todo – certamente muito fragmentário e imperfeito, mas que como uma comunicação sobre um assunto amplo, que nos afeta profundamente, não seria totalmente inútil. Assim resolvi reunir neste livro, como uma totalidade, e submeter ao debate todos os textos surgidos na última década – com exceção da primeira contribuição, que é de 1964 – que tematizavam as questões da fé, da religião, da cultura, da verdade e da tolerância. Espero que uma obra assim surgida, apesar de todas as suas insuficiências, possa ser uma ajuda na luta por algo que nos toca a todos.
Roma, Festa da Transfiguração do Senhor de 2002
JOSEPH CARDEAL RATZINGER
Lei chinesa que limita filhos causa motim em vilarejo
Milhares de moradores de um vilarejo no sudeste da China iniciaram um tumulto contra as polêmicas leis de planejamento familiar do governo, de acordo com relatos de moradores da região.
Leia a notícia:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2007/05/070521_vilachinamotinfilhosfn.shtml
Pai vai pagar multa por não visitar a filha de 8 anos
O juiz determinou que o pai de uma menina de oito anos terá de pagar multa de R$ 75 por visita que deixar de fazer à filha, que mora com sua ex-mulher. As visitas devem ocorrer de 15 em 15 dias.
A mãe da criança, uma vendedora de 45 anos, resolveu apelar à Justiça ao perceber que a filha, antes sempre alegre, começou a ficar muito triste porque o pai não a visitava nos dias marcados.
Ao dar a sentença, o juiz disse que a visita do pai ao filho é um direito primeiro da criança e não mais um direito do pai.
"Os tempos mudaram", diz o juiz. Hoje a Justiça leva em conta que o filho é fruto de duas personalidades, do pai e da mãe, e por isso, o direito tem que encontrar os caminhos para impor ao pai relapso o dever de aprimorar e contribuir para a personalidade do filho. E a mãe, por sua vez, não pode impedir a visita.
Becky Coke, uma australiana de 38 anos, tornou-se uma heroína ao conseguir repelir o ataque de um tubarão contra os dois filhos menores apenas com uma máquina de filmar
Becky encontrava-se em férias numa praia junto a Perth, no estado da Austrália Ocidental. Com o filho mais novo, de apenas três anos ao colo, e o mais velho, de 13, aventurou-se no mar e foi de imediato atacada pelo tubarão, que a mordeu numa perna. Mesmo assim, Becky teve o sangue frio necessário para proteger os filhos, batendo energicamente no predador com a câmara de filmar que levava na mão.
O tubarão acabou por fugir e Becky, sempre com o bebé ao colo, gritou ao filho mais velho que pegasse no irmão e fosse para a praia, enquanto ela nadou com dificuldade até terra, onde finalmente foi assistida.
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=242958&idselect=91&idCanal=91&p=200
Após sete anos, mãe e filha se reencontram. Eva (Liv Ullman), está casada com um pastor, enquanto a pianista Charlotte (Ingrid Bergman), a mãe, continua com sua agenda lotada, mas resolve atender ao pedido da filha para que vá ao seu encontro. Eva é quem cuida da irmã Helena (Lena Nyman), que sofre de uma doença degenerativa e tinha sido deixada pela mãe em um hospital. O reencontro tinha tudo para ser alegre. Contudo, Eva guarda mágoas que não pode mais esconder.
O famoso diretor sueco Ingmar Bergman trata nesse filme, além das já observadas questões psicanalíticas, da falta que o amor faz na vida de uma pessoa. Eva nunca teve o amor da mãe, pois essa sempre esteve mais preocupada com sua carreira de pianista. Adulta e casada, é uma mulher hipersensível, tímida e introspectiva. A mãe, por sua vez, é uma mulher, para utilizar as próprias palavras da personagem, que adquiriu experiência, mas nunca amadureceu.
Sonata de Outono é um filme duro, mas necessário, principalmente em uma época em que a carreira profissional é tida como fundamental para a felicidade própria, não raras vezes em detrimento da família.
Cabe ressaltar a excelente direção, a ótima interpretação das atrizes – uma das cenas marcantes é o desabafo de Eva –, a música maravilhosa, a fotografia que mais parece pintura, enfim, tudo no filme é brilhante.
Indicado para aqueles que procuram não tanto o entretenimento, mas sim uma grande obra de arte que, como qualquer outra, nos faz conhecer as profundezas do ser humano.
SONATA DE OUTONO
Höstsonaten, França/Alemanha Ocidental/Suécia, 1978.
Direção e Roteiro: Ingmar Bergman.
Elenco: Liv Ullmann, Ingrid Bergman, Lena Nyman, Halvar Björk.
Fotografia: Sven Nykvist. Edição: Sylvia Ingmarsdotter. Direção de Arte: Anna Asp Figurinos: Inger Pehrsson. Música: peças de Johann Sebastian Bach, Frédéric Chopin, Georg Friedrich Händel e Robert Schumann.