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Parece mentira de tão verdade que é.
Uma professora de primeiro grau foi quem me contou. Na hora da chamada, a professora disse "Letisgo", com a tônica no "tis", pois esse era o nome que constava na lista. Qual foi a surpresa quando o aluno a corrigiu:
- Fessora, não é Letisgo, não. É Létisgou
Outra aluna, chamava-se Madeinusa. Essa mesma professora pediu aos alunos que buscassem descobrir a origem de seus nomes. A Madeinusa descobriu:
-MInha mãe disse que achou meu nome numa etiqueta!
A etiqueta trazia escrito: Made in usa...
Uma última: o nome da aluna era Fruacica. Significado? Abreviatura de "Fruto do amor de Cida e Carlos". Lindo não?
Melhor é que é tudo verdade...
Por ocasião de uma nova edição de Formação da Literatura Brasileira, o crítico Antonio Cândido fala sobre a obra ao jornal O Tempo, de Belo Horizonte. (entrevista concedida a João Pombo Barile)
O TEMPO – Gostaria que o senhor contasse um pouco a história do processo de feitura de “Formação da Literatura Brasileira”, no tocante aos seus compromissos com o editor Martins.
Antonio Candido – No segundo semestre de 1945, Martins me disse que, no ano anterior, havia convidado Mário de Andrade para escrever uma história da literatura brasileira legível, desprovida de erudição ostensiva, mais ou menos no espírito da “História da Literatura Francesa de 1789 aos Nossos Dias”, de Albert Thibaudet.
Mário recusou e sugeriu o meu nome, razão pela qual indagava se eu aceitaria a tarefa. Confesso que aceitei porque estava em situação financeira difícil, e ele oferecia pagamentos mensais apreciáveis durante dois anos, no fim dos quais eu deveria apresentar o livro pronto.
Pus imediatamente mãos à obra, mas no fim de um ano e tanto percebi que não cumpriria o prazo. Deixei então de receber as mensalidades finais, informando o amigo José de Barros Martins que não podia prever quando acabaria a tarefa. Ele foi tolerante e me deixou à vontade.
O problema era que, no decorrer do trabalho, eu acabei concebendo coisa diferente: em lugar de uma história da literatura, fiquei interessado em averiguar como ela se constituiu como atividade cultural regular, a partir das manifestações isoladas dos primeiros tempos.
Martins aceitou a mudança e esperou pacientemente 12 anos por um livro diferente do que desejava, e que, para evitar os muitos equívocos que o cercam até hoje, deveria se intitular “Arcádia e Romantismo: Momentos Decisivos na Formação da Literatura Brasileira”.
O resultado foi que gregos e troianos encaram até hoje o livro como uma história incompleta, ou mesmo como uma vasta teoria da literatura brasileira, e só comentam os pressupostos formulados na introdução. Embora estes sejam fundamentais, são a moldura das análises de fases e obras das quais ninguém fala.
“Formação da Literatura Brasileira” foi escrito há quase 50 anos. Com os novos estudos surgidos durante esse período, o senhor reavaliaria a importância de alguns autores que o livro examina?
É difícil dizer. Seria preciso imaginar como eu escreveria hoje, quase meio século depois, um livro concebido num tempo em que eram outras as teorias críticas e, sobretudo, em que estava apenas começando o surto de pesquisas universitárias sobre os períodos que estudei.
Posso dizer que, levando em conta os pressupostos e os conhecimentos que usei naquele tempo, o livro me parece manter a sua coerência. Penso inclusive que, dado o meu objetivo, o conceito de “sistema literário”, que causou tanta celeuma, me parece válido, porque a minha intenção era compatibilizar o tratamento literário das obras com a sua função histórica.
Hoje esse ponto de vista não tem o apoio de antes, mas penso que continua sendo uma das possibilidades mais seguras de pôr ordem no conhecimento dos fatos literários.
Mesmo que importe em certo esquematismo, esse é melhor do que as visões sem bússola. Isso posto, volto ao essencial da sua pergunta para reconhecer que, de modo geral, talvez eu tenha tratado alguns autores com excessiva boa vontade. Primeiro, ao incorporar tantos escritores secundários e mesmo terciários.
Segundo, valorizando demais alguns dos consagrados. Quanto ao primeiro caso, é preciso levar em conta que eu estava interessado num problema histórico-social básico: o da constituição do “sistema literário”, processo no qual atuam escritores de boa e de má qualidade.
Nenhum crítico preocupado apenas com a qualidade literária incluiria nomes como o de Feliciano Joaquim de Sousa Nunes, José Joaquim Silva, Teixeira e Souza, Matias de Carvalho e muitos mais, cujo valor não exagerei, mas cujo papel tomei como exemplo.
Quanto ao segundo caso: é possível que eu tenha valorizado demais alguns dos escritores consagrados, cuja presença em livros dessa natureza é indiscutível. Mas o que procurei foi fazer leituras renovadoras das suas obras, dentro das minhas possibilidades.
Essa questão é complicada, porque cada concepção teórica faz revisões mais ou menos profundas no cânon literário. No meu tempo de moço, a crítica inglesa mais avançada efetuou uma rejeição total dos poetas românticos, como contrapeso da valorização dos barrocos, os “metaphysical”.
Foi publicada na edição on line do jornal Aceprensa a reportagem que fiz, com tradução e colaboração de Xavier Masdeu, sobre Marcela, o bebê brasileiro com anencefalia.
Confira:
http://www.aceprensa.com/diario.htm#n1
Do livro "Setenário das dores de Nossa Senhora", figura na "Quinta dor":
V
Iam Maria e José e o Infante
louro na fuga para o Egito. Ruídos
soam: a tarde vai caindo, e diante
deles surgem, velozes, dois bandidos.
- "Somos pobres!" e a voz é um sonho errante.
Gestas assalta os Pais entristecidos;
Dimas a criança toma, e o seu semblante
é outro; sente harpas de anjos nos ouvidos...
E faz Gestas abandoná-los. Ora,
esses ladrões, os Dois,crucificados
com aquele mesmo infante estão agora.
DEle se lembra Dimas, indeciso:
- "Vós, Senhor!" e Jesus: (...Lábios sagrados!)
- "Serás hoje comigo em Paraíso."
Não pude visitar porque não tenho Orkut, mas pelo contato que recebi, deve ser uma excelente comunidade. Agradeço ao idealizador pelo toque e disponha do espaço se quiser falar sobre a sua experiência.
Eduardo Gama
O endereço da comunidade:
www.orkut.com/Community.aspx?cmm=24241048cmm=24241048