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Arquivo de: Setembro 2006, 15

14.09.06

A sabedoria em Grande Sertão: Veredas

Por que o Grande Sertão: Veredas é um grande livro? Entre outros tantos, por ser uma obra que transborda sabedoria:

“Quem muito se evita, se convive” (p.11)
“Quem mói no asp’ro, não fantaseia” (p.12)
“Viver é negócio muito perigoso” (p.13)
“Que o que gasta, vai gastando o diabo de dentro da gente, aos pouquinhos, é o razoável sofrer. E a alegria do amor” (p.13)
“Tem gente, neste aborrecido mundo, que matam só para ver alguém fazer careta...” (p.14)
“Sou só um sertanejo, nessas altas idéias navego mal.” (p.15)
“Eu quase nada sei. Mas desconfio de muita coisa” (16)
“Reza é que sara da loucura” (p.16)
“O ruim com o ruim, terminam por as espinheiras se quebrar – Deus espera essa gastança. Moço!: Deus é paciência. (p.17)
“Ah, vai vir um tempo em que não se usa mais matar gente” (p.20)
“Mire veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra, montão.” (p.20-21)
“Mas mocidade é tarefa para mais tarde se desmentir” (p.21)
“Amor vem de amor” (p.21)

(continua)

 

fonte: Guimarães Rosa: Ficção Completa, vol. II, 1995.

  • criado por  Eduardo Gama criado por Eduardo Gama
  • Postado em 23:36:22